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sábado, 21 de maio de 2011

O jardineiro abandonado

Como de tantas flores não tiro eu o meu jardim?
Talvez o meu defeito seja o de cultivá-las o coração
Pois acabam cheias em pensamentos e por isso desfazem de mim
E então novamente torno-me a montar a nova plantação

Se das belas e amarelas flores tenho eu cativo o ser
E penoso  das lindas rosas ainda tiro a doce fragrância
Tenho que  amá-las ainda mais, visto que fácil podem morrer
E cultivá-las com muito ardor até a possível máxima distância

Se semeio tanto amor pelas filhas de minha criação
Queria eu ter tal dádiva ao menos para provar
Pois de tantas lágrimas que já derramei, secou-se o meu coração
E vivo a terra arando esperando o dia de amar

Certo dia em tarde linda, sentado senti  um olhar
Minha flor de Girassol abandonou o astro e olhou para o meu lado
Então corri e perto dela me pus em dúvidas a perguntar
Ela de tão ingênua não respondeu, porém naquele momento eu fui amado

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