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sábado, 6 de agosto de 2011


Segundo nome do amor

Hoje descrevo a dor que inspirou os velhos poetas
A dor que retorce a alma e encurta a própria vida
A dor que com o puro engano para a felicidade nos convida
Porém a mesma que nos faz sofrer das formas mais discretas

Descrevo-lhes a mesma dor que faz o poeta existir
A dor que enfraquece os olhos para as lágrimas não mais reter
A dor que de tão suja me traz alegria de viver
E que de tão necessária me faz na vida querer insistir

Descrevo-lhes a minha dor de não mais provar tais sentimentos
A dor de com um simples beijo a noite inteira passar a sonhar
A dor de sofrer por amor a todo segundo após acordar
Querendo alguém habitando pra sempre nestes pensamentos


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